Uma operação da Polícia Militar cumpriu, nesta quarta-feira (19), mandados de prisão contra membros de uma família acusada de dominar o tráfico de drogas no antigo conjunto habitacional Paulo Lúcio Nogueira (CDHU), na zona sul de Marília. Entre os presos estão um homem apontado como chefe do grupo, dois irmãos e a própria mãe, identificada como a “gerente” das operações ilícitas.
As prisões ocorrem após o fim dos recursos judiciais e colocam mais um ponto final na história criminosa que assolou a região dos “predinhos”, atualmente em escombros.
Condenações e penas aplicadas
Em abril de 2021, a Justiça condenou a família por tráfico de drogas e associação criminosa. As penas variam entre oito e dez anos de prisão, sendo a sentença mais severa aplicada à matriarca Roseli Aparecida Machado, de 45 anos.
Os demais réus e suas condenações são:
- Elton Aparecido Machado Jorge, 25 anos – conhecido como “Tom”, apontado como líder e “patrão” do grupo, sentenciado a nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado;
- Ewerton Henrique Aparecido Jorge, 26 anos – condenado a oito anos e um mês de reclusão por tráfico e associação;
- Enrico Aparecido Jorge, 30 anos – também condenado por venda de drogas e associação criminosa.
Um vizinho que colaborava com o grupo, armazenando entorpecentes, recebeu pena de dois anos e seis meses de prisão.
Como ocorreram as prisões
A Polícia Militar localizou três dos condenados em diferentes bairros da zona sul durante patrulhamento de rotina:
- Roseli Aparecida Machado foi presa no bairro Estância Uberlândia;
- Elton Machado Jorge, no Parque dos Ipês;
- Ewerton Jorge, em um cruzamento da avenida Durval de Menezes.
Já Enrico Jorge se apresentou espontaneamente na delegacia, acompanhado por um advogado.
Organização criminosa e investigações
De acordo com as investigações da Polícia Civil, que incluíram interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, o grupo liderado por “Tom” operava de forma organizada, controlando a venda de drogas em mais de um bloco do conjunto habitacional.
A Justiça destacou na sentença que Elton era o responsável por tomar as decisões finais e que até a mãe, Roseli, o consultava sobre a rotina do tráfico. Roseli, além de “gerente”, também atuava como olheira, monitorando possíveis operações policiais.
Ewerton e Enrico desempenhavam o papel de vendedores nas atividades criminosas.
Sem possibilidade de novos recursos
Com o trânsito em julgado da sentença, ou seja, sem possibilidade de novos recursos, os réus foram encaminhados à carceragem da Central de Polícia Judiciária (CPJ). Eles aguardam audiências de custódia, quando será definida a unidade prisional para cumprimento das penas.






