A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) encerrou o contrato de um professor temporário após ele ser acusado de injúria racial contra um aluno de 13 anos na Escola Estadual Professora Oracina Corrêa de Moraes Rodine, no Jardim América, zona oeste de Marília.
O episódio ocorreu em 13 de agosto. A mãe do estudante registrou boletim de ocorrência, relatando que o professor disse a frase “senta, seu africano!”. Por isso, a Seduc-SP acionou a Unidade Regional de Educação (URE) de Marília para apurar a denúncia.
A Polícia Civil começou a investigação pelo Setor de Investigações Gerais (SIG). O professor e os alunos que estavam na sala prestarão depoimentos nos próximos dias.
Além disso, a Seduc-SP reforçou o repúdio a qualquer forma de racismo. A equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva), junto com os professores, desenvolve projetos de conscientização sobre racismo.
O estudante recebe acompanhamento de um psicólogo do programa Psicólogos na Escola.
A injúria racial é crime previsto em lei. Desde a Lei nº 14.532/2023, ela equivale ao crime de racismo e prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.


