Aposentado vira réu por duplo homicídio em Marília após a Justiça aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo contra Umberto Muniz de Melo, de 72 anos. O juiz Fabiano da Silva Moreno, da 3ª Vara Criminal, recebeu a acusação e deu início formal à ação penal.
O aposentado responde por feminicídio e homicídio qualificado. Segundo a denúncia, ele matou a ex-companheira Maria da Glória Xavier, de 50 anos, e o atual marido dela, o motorista Jaelson da Hora Silva, de 52. O crime ocorreu na noite de 29 de dezembro, logo após o casal descer de um ônibus.
Ao analisar o inquérito, o magistrado entendeu que a acusação cumpre todos os requisitos legais. Além disso, destacou que há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria, com base no boletim de ocorrência, no relatório final da Polícia Civil e nos depoimentos colhidos durante a investigação.
O próprio réu também confessou os crimes. Durante a prisão, ele afirmou que “lavava sua honra com sangue”, declaração que integra os autos do processo.
Processo segue para instrução
Com o recebimento da denúncia, o juiz determinou a citação do acusado, que agora terá prazo legal para apresentar sua defesa. Além disso, a Justiça requisitou a folha de antecedentes criminais, inclusive do Estado da Bahia, onde o aposentado tem origem.
Na decisão, o magistrado ressaltou que essa etapa representa apenas um juízo inicial. Ou seja, ainda não há análise aprofundada do mérito, que ocorrerá durante a fase de instrução do processo.
Emboscada e prisão na Castelo Branco
As investigações apontam que o crime ocorreu após o fim de um relacionamento de longa duração entre o acusado e a mulher. Segundo a apuração, ele não aceitou que ela tivesse iniciado uma nova fase ao lado do motorista.
Por isso, o aposentado teria seguido o casal, efetuado os disparos e fugido em seguida em direção à capital paulista. No entanto, a Polícia Militar Rodoviária localizou o suspeito na rodovia Castelo Branco (SP-280), na região de Boituva, após monitoramento por câmeras das estradas.
A ação penal tramita na 3ª Vara Criminal de Marília, sob acompanhamento do Judiciário e do Ministério Público.


