Um Natal de dor e luto abalou familiares e amigos de Isaías Kosiski, de 54 anos, morador de Ubirajara, após sua morte ser confirmada na madrugada da última terça-feira (24). Isaías foi vítima de um espancamento brutal ocorrido em sua cidade natal e faleceu na Santa Casa de Misericórdia de Marília.
Internado em estado crítico desde o dia 1º de dezembro, Isaías sofreu um ataque violento em plena via pública, resultando em traumatismo craniano e outras lesões graves. O homem também foi atingido por golpes de faca na cabeça. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu.
A Santa Casa confirmou o óbito, que foi registrado pela Polícia Civil de Marília como homicídio. Um exame necroscópico foi requisitado para auxiliar nas investigações, que seguem em andamento.
A família, que já clamava por justiça desde o ocorrido, agora reforça o apelo para que os autores do crime sejam identificados e responsabilizados. “Queremos que a justiça seja feita. Meu pai não merecia isso”, disse Camila Kosiski, filha de Isaías.
Uma Tragédia Anunciada
Isaías vivia sozinho em Ubirajara e enfrentava problemas com o alcoolismo, o que, segundo sua filha, aumentava sua vulnerabilidade. “Meu pai não teve chance de se defender. Ele estava fragilizado pela sua condição”, relatou Camila, que trabalha como técnica em enfermagem.
O ataque ocorreu por volta das 22h do dia 1º de dezembro, mas só foi oficialmente registrado cinco dias depois. Inicialmente socorrido por moradores e encaminhado à cidade de Garça em uma ambulância da Prefeitura, Isaías foi transferido para Marília devido à gravidade de seus ferimentos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada no dia do crime, mas a perícia técnica não foi realizada em função da aglomeração de pessoas no local. Duas bicicletas abandonadas foram recolhidas e são investigadas como possíveis pistas.
Camila acredita que seu pai foi atacado por várias pessoas, possivelmente incluindo adolescentes. Apesar das suspeitas e relatos preliminares, a Polícia Civil ainda não identificou os agressores. O caso segue sob investigação, enquanto a família busca por respostas e justiça.


