HUNGRIA

Deputados aprovam corte de 40% nos próprios salários

Parlamento da Hungria também reduziu benefícios e auxílios em medida proposta pelo novo primeiro-ministro
Denes Erdos/AP Photo
Denes Erdos/AP Photo

Os deputados da Hungria aprovaram por unanimidade uma redução de 40% nos próprios salários e benefícios. A medida passou pelo Parlamento na segunda-feira (8) e integra um pacote de contenção de despesas defendido pelo novo primeiro-ministro do país, Péter Magyar.

Ao todo, os 189 parlamentares presentes na sessão votaram a favor da proposta apresentada pelo partido governista Tisza. Com isso, o salário-base mensal dos deputados cairá para cerca de R$ 22 mil brutos, valor equivalente a aproximadamente 1,3 milhão de florins húngaros.

Segundo o governo, a nova regra entrará em vigor já no próximo mês.

Parlamento também reduz benefícios

Além da redução salarial, a nova legislação elimina o reembolso de contas de telefone celular destinadas aos parlamentares.

Da mesma forma, o texto prevê cortes nos auxílios para aluguel de escritórios, moradia e contratação de funcionários. Além disso, integrantes de comissões parlamentares, o presidente do Parlamento e o próprio primeiro-ministro também terão remunerações reduzidas.

Apesar da diminuição, os salários continuarão acima da média nacional. Atualmente, o valor pago aos parlamentares corresponde a quase o dobro do salário médio do país.

Governo alega necessidade de reduzir gastos

Péter Magyar afirmou que a iniciativa busca reduzir despesas administrativas e contribuir para a recuperação das contas públicas.

Segundo o primeiro-ministro, governos anteriores mantiveram gastos elevados e adotaram práticas que favoreceram o aumento da máquina pública. Por isso, a atual administração defende medidas de austeridade para diminuir custos e ampliar a eficiência do Estado.

Além disso, Magyar afirmou que o corte representa um gesto de responsabilidade por parte da classe política.

Novo premiê assumiu após romper com governo anterior

Péter Magyar chegou ao poder defendendo uma agenda de reformas voltada ao combate à corrupção e à modernização da administração pública.

Até 2024, ele integrava o partido Fidesz, liderado pelo ex-primeiro-ministro Viktor Orbán. No entanto, após divergências políticas e denúncias envolvendo integrantes do governo, ele rompeu com a legenda e passou a liderar um novo movimento político.

Desde então, Magyar tem concentrado seu discurso em temas como inflação, baixos salários, qualidade dos serviços públicos e combate à corrupção.

Enquanto isso, o governo também discute novas medidas para reduzir despesas e ampliar a confiança da população nas instituições públicas.

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