GARÇA

Gato queimado pode ter sido mantido preso antes da morte

Novas imagens reforçam suspeita de premeditação e podem agravar investigação sobre morte cruel de felino
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

O caso do gato encontrado morto e queimado em uma churrasqueira de condomínio ganhou novos desdobramentos e pode ficar ainda mais grave para o jovem investigado pela Polícia Civil.

Novas imagens analisadas pela investigação mostram que o suspeito já estava com o animal dias antes da morte. Com isso, a polícia avalia incluir também o crime de furto no inquérito.

O episódio provocou forte revolta após moradores encontrarem o felino morto na área de lazer de um condomínio próximo ao centro da cidade, no último sábado (16).

Câmeras de segurança registraram o momento em que o jovem segura o gato pela cauda e arremessa o animal repetidamente contra paredes. Depois, ele leva o felino para um ponto sem monitoramento. Horas mais tarde, moradores encontraram o corpo queimado dentro de uma churrasqueira.

Imagens enfraquecem versão de surto

A hipótese inicial de um possível surto perdeu força após o surgimento de novas provas. As imagens indicam que o suspeito estava com o gato ainda no início da semana do crime.

Se a investigação confirmar que ele retirou o animal dias antes da morte, o caso poderá ser tratado como uma ação planejada.

Além disso, investigadores trabalham com a possibilidade de o felino ter permanecido sob poder do suspeito por pelo menos quatro dias antes do assassinato.

Os donos do animal, proprietários de uma marcenaria, perceberam o desaparecimento na manhã seguinte, mas decidiram não divulgar o sumiço imediatamente.

Suspeito procurou os donos do animal

Segundo relatos obtidos durante a investigação, o próprio suspeito teria ido até a marcenaria para perguntar se o gato havia desaparecido.

Ainda conforme os depoimentos, ele contou uma versão de que o animal o teria seguido por vários quarteirões antes de fugir.

Apesar da prisão em flagrante, a Justiça concedeu liberdade provisória ao investigado no domingo (17). A decisão levou em consideração o fato de ele ser réu primário, possuir emprego fixo e apresentar endereço definido.

Caso segue sob investigação

A Polícia Civil ainda não divulgou novos detalhes oficiais sobre o inquérito. Mesmo assim, investigadores seguem reunindo provas para esclarecer toda a dinâmica do crime.

A legislação brasileira prevê pena de até cinco anos de prisão para casos de maus-tratos a animais com resultado de morte. Além disso, a Justiça pode aplicar multa e proibir a guarda de animais.

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