RESSARCIMENTO

INSS já devolveu R$ 2,8 bilhões a vítimas de descontos irregulares

Ressarcimento atende mais de 4,1 milhões de aposentados e pensionistas
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O INSS já devolveu R$ 2,8 bilhões a vítimas de descontos irregulares no INSS realizados por associações, sindicatos e entidades de classe em benefícios previdenciários.

O balanço divulgado nesta segunda-feira (29) aponta que o instituto ressarciu R$ 2.820.799.182,93 a aposentados e pensionistas que contestaram cobranças indevidas até 26 de dezembro.

Ao todo, o governo atendeu 4.137.951 solicitações de ressarcimento administrativo feitas por beneficiários que não reconheceram os descontos.

Mais de 6 milhões de pedidos abertos

O INSS recebeu 6.362.898 pedidos de contestação. Deste total, 6.231.376 beneficiários afirmaram não ter autorizado os descontos. Apenas 131.522 pedidos tiveram reconhecimento de autorização.

O governo notificou 44 entidades para apresentar documentos. Elas responderam a 1.592.421 solicitações.

Canais mais usados

O aplicativo e o site Meu INSS lideram os pedidos, com 3.440.069 registros, o que representa 54,1% do total. Em seguida aparecem os Correios, com 2.259.424 pedidos, e a central telefônica 135, com 419.924.

Além disso, 243.239 pedidos foram abertos de ofício pelo próprio instituto.

Prazo prorrogado

O governo prorrogou o prazo de contestação até 14 de fevereiro de 2026. O acordo administrativo vale para descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025 e evita a necessidade de ação judicial.

Quem ainda não contestou pode registrar o pedido pelo aplicativo ou site Meu INSS, pela central 135 ou nas agências dos Correios. Após o registro, a entidade tem até 15 dias úteis para responder.

Caso não apresente documentação, o sistema libera automaticamente a adesão ao acordo de ressarcimento.

Operação Sem Desconto

Os descontos diretos em benefícios estão suspensos desde 23 de abril, após a Polícia Federal e a CGU deflagrarem a Operação Sem Desconto, que revelou um esquema de fraudes contra beneficiários do INSS em todo o país.

O caso também segue sob investigação da CPMI do INSS no Congresso Nacional.

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