A Justiça de São Paulo negou, nesta terça-feira (29), a tentativa de Augusto Melo de anular o processo de impeachment que afastou o ex-presidente do Corinthians. O Tribunal de Justiça rejeitou o pedido de tutela de urgência feito pela defesa.
A defesa alegou que conselheiros inadimplentes e com faltas injustificadas participaram da votação. Também afirmou que não teve acesso às atas e à lista de votantes da reunião do Conselho Deliberativo, o que comprometeria a transparência do processo.
Além disso, os advogados afirmaram que Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, convocou a reunião mesmo estando afastado por decisão da Comissão de Ética em abril — decisão que o clube não reconheceu formalmente.
No entanto, o desembargador Enéas Costa Garcia negou o pedido liminar. Em sua decisão, destacou que faltam elementos de urgência e verossimilhança para conceder a tutela. Ele citou a doutrina de Araken de Assis, que exige fundamentos sólidos e risco de dano grave para autorizar medidas urgentes — condições ausentes no caso.
Augusto Melo foi afastado em 26 de maio, após o impeachment ser aprovado por 176 votos a favor e 57 contrários. O processo avaliou irregularidades ocorridas enquanto o Corinthians recebia patrocínio da casa de apostas Vai de Bet.
O ex-presidente tornou-se réu por associação criminosa, furto e lavagem de dinheiro. Em resposta, Romeu Tuma Jr. convocou assembleia-geral para confirmar o afastamento. Caso confirmado, o clube realizará uma eleição indireta em até cinco dias.






