A Justiça de Marília realiza na próxima terça-feira (19) o julgamento dos três acusados pela morte do aposentado Antônio Carlos Egas, de 63 anos. O crime aconteceu em março de 2023, na zona norte da cidade, e provocou forte repercussão pela violência das agressões.
O Tribunal do Júri ocorrerá no Fórum de Marília. Entretanto, o caso seguirá com acesso restrito ao público e à imprensa, já que o processo envolve testemunha protegida. Além disso, parte da ação continua sob segredo de Justiça.
As investigações apontam duas irmãs e um homem como responsáveis pelo homicídio. Desde a fase de instrução criminal, os três permanecem presos preventivamente. Recentemente, a Justiça rejeitou recursos apresentados pelas defesas e manteve tanto as prisões quanto a decisão que confirmou o júri popular.
Ministério Público aponta planejamento do crime
Segundo denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), o assassinato teria ocorrido após uma suposta importunação sexual atribuída à vítima contra uma adolescente de 14 anos.
De acordo com a acusação, os envolvidos planejaram o homicídio antes do ataque. Por isso, o grupo responde por homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel.
Conforme a investigação, Antônio Carlos Egas sofreu uma sequência de agressões com pedradas. Logo depois, equipes de resgate encaminharam o aposentado em estado grave ao Hospital das Clínicas (HC) de Marília. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos.
Além disso, a Polícia Civil identificou indícios de represália no assassinato. O inquérito ainda aponta que a vítima recebeu ameaças um dia antes do crime.
Ao longo da apuração, investigadores concluíram que o homem denunciado no processo teria cometido o ataque após incentivo das duas mulheres acusadas no caso.






