A Prefeitura de Marília avança no projeto de concessão pública que pretende transformar o lixo doméstico em gás e energia. O plano inclui a contratação de uma empresa especializada para cuidar da coleta, do tratamento e da valorização dos resíduos sólidos.
Além disso, a proposta já está disponível em consulta pública, permitindo que os moradores enviem sugestões e colaborem com o modelo. Atualmente, Marília produz cerca de 200 toneladas de lixo por dia, destinadas a uma empresa contratada para coleta e transporte.
A iniciativa propõe uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 30 anos. A empresa vencedora deverá construir e operar uma Unidade de Recuperação Energética (URE), responsável por separar e tratar os resíduos.
Com esse sistema, o material orgânico passará por biodigestão para gerar biogás. Já a fração seca será destinada à gaseificação ou à pirólise, o que permite a geração de energia ou o envio a aterros controlados. Dessa forma, a cidade adota um modelo mais limpo e eficiente de gestão de resíduos.
De acordo com estudos da prefeitura, o novo formato pode reduzir até 30% dos custos de destinação do lixo e 50% das despesas com o tratamento da fração úmida. Esses números reforçam o potencial de economia e sustentabilidade do projeto.
Além da consulta pública, o município também realizará uma audiência para discutir os detalhes e ouvir sugestões da população. O contrato prevê investimento anual de até R$ 1,98 milhão como contrapartida.
Ao término dos 30 anos, toda a estrutura da unidade será transferida para a prefeitura, garantindo benefícios duradouros tanto para o meio ambiente quanto para as finanças públicas.






