GREVE

Merendeiras de Marília aprovam greve e planejam protesto por salários atrasados

Cerca de cem merendeiras são responsáveis pela alimentação diária de milhares de crianças e adolescentes nas escolas da cidade
Foto: Reprodução Redes Sociais/Sinterc
Foto: Reprodução Redes Sociais/Sinterc

Merendeiras que trabalham em escolas estaduais de Marília decidiram, em assembleia realizada na noite desta sexta-feira, iniciar uma greve a partir de segunda-feira, acompanhada de um protesto. A decisão é uma resposta aos atrasos nos salários, que afetam as cozinheiras e outras profissionais contratadas por uma empresa terceirizada a serviço da prefeitura.

O Sindicato das Trabalhadoras em Refeições Coletivas (Sinterc) relatou ter entrado em contato com a empresa responsável, que confirmou que a prefeitura não realiza os pagamentos há meses.

Na manhã de sexta-feira, o Sinterc notificou tanto a empresa quanto a prefeitura sobre o estado de greve. O departamento jurídico do sindicato destacou que o pagamento de salários é um direito fundamental dos trabalhadores, o que tornaria desnecessária a realização da assembleia. Mesmo assim, a votação foi feita, e a greve foi aprovada.

Após a decisão, o sindicato divulgou em suas redes sociais um convite para a população participar do protesto marcado para segunda-feira, às 7h, em frente ao Paço Municipal, localizado na Rua Bahia. “Convidamos também a comunidade civil, especialmente os pais e mães dos alunos da Rede Estadual de Ensino”, comunicou o sindicato.

Cerca de cem merendeiras são responsáveis pela alimentação diária de milhares de crianças e adolescentes nas escolas da cidade. “Mesmo com os inúmeros problemas enfrentados ao longo dos anos, incluindo falhas da empresa e da prefeitura, as trabalhadoras sempre demonstraram amor e dedicação”, declarou o sindicato em uma nota pública.

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