O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou 13 pessoas por corrupção na saúde em Agudos. A denúncia partiu da 2ª Promotoria de Justiça de Agudos e surgiu após a Operação Wotan, conduzida pela Polícia Civil de Bauru.
Além disso, a operação é um desdobramento da Operação Raio-X, iniciada pela Polícia Civil de Araçatuba, que revelou desvios de recursos públicos e manipulação política.
Segundo o MP, o grupo se organizou em junho de 2019 para comprar votos de vereadores e garantir a cassação do então prefeito Altair Francisco da Silva. Para isso, os acusados ofereceram propina em dinheiro e outros benefícios.
Entre os denunciados estão vereadores, um médico, um empresário líder da quadrilha, um gerente administrativo de uma OSS e um servidor municipal, além de familiares de políticos, advogado, professor e militar.
O MP acusa os envolvidos de associação criminosa (art. 288), corrupção ativa (art. 333) e corrupção passiva (art. 317, §1º). Além disso, eles praticaram lavagem de dinheiro, conforme a Lei nº 9.613/98, utilizando empresas de fachada e bens em nome de terceiros.
Um vereador ainda tentou influenciar o processo, oferecendo propina para obter falso testemunho e coagir uma testemunha-chave.
Esta é a segunda denúncia do MP de Agudos relacionada à Operação Raio-X. Em 2023, dois integrantes da quadrilha foram condenados em primeira instância por lavagem de dinheiro, mas o caso segue em grau de recurso.






