ASSASSINATO

Polícia Civil esclarece homicídio na Vila Barros e identifica autores do crime

Investigação detalhada leva à prisão dos responsáveis pelo assassinato em Marília
Foto: Divulgação/Redes Sociais
Foto: Divulgação/Redes Sociais

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil finalizou o inquérito sobre o assassinato de Jonathan Queiroz de Almeida, de 42 anos, ocorrido no final de 2024 na Vila Barros, zona norte de Marília. O corpo foi localizado em uma região de difícil acesso, próxima a um córrego conhecido pelo intenso tráfico de drogas.

O crime veio à tona em 12 de dezembro, por volta das 12h30, nos fundos da rua Delfim Moreira. O local, uma área de favela cercada por vegetação densa, dificultou o trabalho da polícia. O exame pericial revelou que a vítima sofreu múltiplas agressões antes de ser jogada de um penhasco, descartando a hipótese de acidente.

O delegado da DIG, Luís Marcelo Perpétuo Sampaio, destacou que o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) apontou traumatismo crânio-encefálico como a causa da morte. O corpo apresentava ferimentos contundentes no rosto e no dorso, indicando que Jonathan foi brutalmente agredido antes de ser arrastado até o precipício e jogado.

Motivação e autores do crime

As investigações levaram à identificação dos autores do homicídio. Jonathan teria consumido drogas na favela e mantido relações sexuais pagas com uma mulher. O fato chegou ao conhecimento de Vinicius Henrique Soares da Silva, companheiro dela e envolvido no tráfico local.

Descrito como violento, Vinicius teria espancado Jonathan na noite de 11 de dezembro, causando sua morte. Robson, conhecido como ‘Niquimba’, auxiliou na tentativa de ocultar o crime, arrastando o corpo até o penhasco e o jogando de lá. A mulher também teve participação ativa no planejamento do crime.

Homicídio qualificado e encaminhamento à Justiça

O inquérito concluiu que os envolvidos agiram com a intenção clara de matar, sob a justificativa de aplicar um ‘corretivo’ na vítima, que estava embriagada e sem condições de reagir. O crime foi classificado como homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel, além do crime de ocultação de cadáver.

O delegado Sampaio ressaltou que a investigação foi complexa devido à influência do tráfico na região, mas a Polícia Civil conseguiu esclarecer os fatos por meio de um trabalho detalhado e da colaboração de testemunhas que, mesmo sob pressão, forneceram informações cruciais. Com o inquérito concluído, os acusados foram indiciados e responderão na Justiça pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

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