FRANÇA

Polícia francesa prende cinco suspeitos de assalto ao Museu do Louvre

Prisões podem ajudar na localização das joias avaliadas em mais de US$ 100 milhões
Abdul Saboor/Reuters
Abdul Saboor/Reuters

A polícia francesa prendeu cinco suspeitos ligados ao assalto ao Museu do Louvre, em Paris. O crime ocorreu em 19 de outubro e resultou na perda de joias avaliadas em cerca de US$ 102 milhões.

Segundo a promotora Laure Beccuau, as prisões fortalecem a investigação e aumentam as chances de recuperar os itens roubados. As detenções aconteceram em Paris e em subúrbios ao norte da cidade, na noite de quarta-feira (29). Um dos suspeitos foi identificado a partir de vestígios de DNA deixados na cena do crime.

Além disso, Beccuau destacou que os investigadores avançaram rapidamente ao analisar celulares e mensagens criptografadas dos suspeitos. Essas informações revelaram detalhes importantes sobre o planejamento do grupo e facilitaram a reconstrução do crime.

Roubo em plena luz do dia expõe falhas

O crime ocorreu durante o horário de funcionamento do museu, dentro da galeria Apollo, uma das mais visitadas do Louvre. Quatro ladrões encapuzados entraram, roubaram colares, tiaras e brincos da realeza e fugiram em poucos minutos.

A ação ousada expôs falhas graves na segurança do museu. Por isso, o caso gerou repercussão internacional e levou o governo francês a revisar protocolos de proteção das obras de arte.

De acordo com Beccuau, uma equipe especializada em tráfico de arte monitora o mercado paralelo para localizar as joias. Especialistas acreditam que os criminosos possam ter desmontado as peças e vendido as pedras separadamente, dificultando a recuperação.

Além disso, há indícios de que as pedras preciosas possam estar sendo usadas para lavar dinheiro. Por isso, a polícia intensificou a fiscalização em leilões e comércios de luxo.

Autoridades pedem devolução das joias

A promotora fez um apelo para que quem estiver com as joias as devolva voluntariamente. Segundo ela, a Justiça levará essa atitude em consideração.

Outros dois homens já haviam sido presos no fim de semana. Um deles, um argelino de 34 anos, foi detido ao tentar embarcar para a Argélia. O outro, de 39 anos, respondia por roubo agravado e vivia no norte de Paris.

Após o assalto, o Museu do Louvre transferiu parte de suas joias mais valiosas para o Banco da França. A operação ocorreu sob forte escolta policial para proteger o acervo e impedir novos crimes.

As autoridades francesas seguem investigando e esperam que as prisões recentes levem à recuperação das joias roubadas.

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