BOTUCATU

Polícia investiga adolescente por suspeita de planejar ataque em SP

Grupo discutia uso de explosivos e coquetéis molotov em redes sociais
Divulgação/Polícia Civil
Divulgação/Polícia Civil

Um adolescente de Botucatu entrou na mira da Polícia Civil nesta segunda-feira (2) depois que investigadores o apontaram como integrante de um grupo que planejava atos violentos na capital paulista, inclusive com uso de explosivos.

A investigação começou a partir de um relatório de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Por isso, equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) realizaram buscas na casa do jovem, no bairro Parque dos Pinheiros.

Durante a ação, os policiais apreenderam simulacros de armas de fogo, canivetes e aparelhos celulares. Em seguida, a equipe encaminhou os materiais para perícia.

Divulgação/Polícia Civil

Segundo a polícia, o adolescente admitiu integrar um grupo no aplicativo Telegram. Além disso, confirmou que o grupo discutia ações ligadas a um movimento nacional chamado “O Grande Dia”.

Nos celulares, os investigadores localizaram mensagens com incentivo à violência. Além disso, encontraram referências diretas ao uso de explosivos e coquetéis molotov durante a manifestação prevista para a avenida Paulista.

De acordo com a corporação, o conteúdo configura atos infracionais equivalentes aos crimes de associação criminosa e incitação ao crime. Por isso, a polícia formalizou o procedimento e o encaminhou ao Ministério Público.

Ação de inteligência evitou ataque

A SSP informou que uma operação do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) impediu um possível ataque na capital.

Além do adolescente de Botucatu, a polícia identificou outros 12 suspeitos, com idades entre 15 e 30 anos, e os conduziu para prestar esclarecimentos.

Segundo os investigadores, seis integrantes exerciam papel de liderança. Além disso, planejavam usar bombas caseiras e coquetéis molotov para provocar pânico.

Com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), a investigação apontou que o grupo integra uma rede nacional com mais de 7 mil participantes. Dessa forma, os investigadores seguem monitorando ações em várias regiões do país, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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