Uma denúncia de maus-tratos levou a Polícia Militar até um imóvel no bairro Somenzari, na zona oeste de Marília, e colocou um agricultor de 55 anos sob investigação. No local, os policiais encontraram um cachorro em condições precárias, cercado por entulho, com água suja e ferimento na boca.
A denúncia chegou às autoridades na semana passada. Depois disso, os policiais fizeram uma diligência na segunda-feira (23) para verificar a situação. No terreno, a equipe encontrou duas residências. No entanto, a casa da frente estava vazia.
Moradores passaram a desconfiar de abandono
Durante a apuração, os policiais descobriram que um amigo do investigado havia cedido o imóvel para abrigar o animal. Com o passar do tempo, porém, vizinhos começaram a desconfiar da falta de cuidados e relataram possíveis maus-tratos.
Segundo esses relatos, o responsável não aparecia no endereço havia cerca de 20 dias. Por isso, a equipe intensificou a vistoria no imóvel para checar as condições em que o cachorro vivia.
Cão vivia em depósito com água imprópria
Na inspeção, os policiais encontraram o animal, uma mistura de pitbull com raça indefinida, dentro de um cômodo usado como depósito de entulho. Além disso, o espaço não tinha porta e permitia acesso apenas por um buraco na parede.
Os militares também localizaram ração no local. No entanto, o alimento estava deteriorado e parecia impróprio para consumo. Da mesma forma, a água oferecida ao cachorro estava visivelmente suja.
Além disso, os policiais perceberam que o animal apresentava uma lesão na região da boca. Diante dessa situação, a equipe acionou um médico-veterinário para avaliar o caso.
Homem relatou morte de outro cachorro
Ao conversar com os policiais, o investigado afirmou que outro cão mantido no imóvel morreu cerca de 10 dias antes. Em seguida, ele disse que enterrou o animal no próprio terreno. No ponto indicado, os militares observaram sinais de terra remexida.
Além disso, o homem entregou espontaneamente uma fotografia do cachorro morto. Após a avaliação técnica, uma organização não governamental (ONG) assumiu os cuidados com o animal resgatado.
A Polícia Civil registrou a ocorrência como suspeita de maus-tratos a animais, crime previsto na Lei de Crimes Ambientais. Agora, um delegado vai analisar o caso e, na sequência, dar andamento às investigações.


