LEI DAS SACOLINHAS

Projeto de 15 vereadores propõe distribuição gratuita de sacolas em Marília

Nova proposta tenta reduzir polêmica após entrada em vigor da Lei das Sacolinhas
Davi Ribeiro
Davi Ribeiro

Um novo projeto protocolado na Câmara de Marília por 15 dos 17 vereadores propõe mudanças na chamada Lei das Sacolinhas, que proíbe o uso de embalagens plásticas convencionais em estabelecimentos comerciais. A proposta prevê, entre outros pontos, a distribuição gratuita de sacolas quando não houver outra alternativa.

Segundo o texto, os comércios devem oferecer aos consumidores embalagens alternativas. Caso isso não seja possível, deverão entregar gratuitamente sacolas que estejam de acordo com a legislação ambiental. Além disso, o projeto proíbe o lucro na comercialização das embalagens. Se houver cobrança, o valor deve ser equivalente ao custo de aquisição, sem qualquer propaganda no material.

Atualmente, os estabelecimentos cobram em média R$ 0,13 por sacola, o que tem gerado críticas por parte dos consumidores desde que a lei entrou oficialmente em vigor em 15 de julho.

Além desse novo projeto, outros dois textos tramitam na Câmara. O primeiro, de autoria do vereador Junior Féfin, propõe a substituição de sacos plásticos por versões ecológicas e obriga o comércio a oferecer ao menos uma alternativa gratuita. Já o segundo, do vereador Guilherme Burcão, propõe a revogação total da Lei nº 7.281/2011.

A Lei das Sacolinhas foi aprovada em 2011 com o objetivo de restringir o uso de plásticos convencionais em Marília, incentivando o uso de embalagens ecológicas ou reutilizáveis. No entanto, sua aplicação sofreu atrasos por mais de uma década devido a disputas judiciais. Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade da norma.

Em 2023, o então prefeito Daniel Alonso propôs suspender a eficácia da lei por mais dois anos. A proposta foi aprovada, com vigência até 15 de julho deste ano, quando finalmente a legislação passou a valer de forma definitiva.

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