TARADO SOLTO

‘Tarado da Esmeralda’ é solto por decisão do STJ

Técnico em segurança do trabalho responderá em liberdade com monitoramento eletrônico
Foto: Divulgação
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O técnico em segurança do trabalho, de 47 anos, conhecido como “tarado da Esmeralda”, foi solto por determinação da Justiça após mais de quatro meses preso. A decisão, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, foi tomada pelo ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A soltura ocorreu às vésperas do Dia Internacional da Mulher, gerando grande repercussão.

O homem responde por estupro e foi identificado por meio de investigações da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), comandada pela delegada Darlene Rocha Costa Tozin, com apoio da Polícia Militar e do Setor de Investigações Gerais (SIG). A prisão aconteceu em novembro do ano passado, em uma fazenda na cidade de Avaí, após expedição de um mandado judicial em Marília.

Regras para a liberdade

Com a decisão, o acusado deve cumprir diversas medidas restritivas:
✅ Distância mínima de 200 metros das vítimas
✅ Proibição de contato, inclusive por mensagens ou redes sociais
✅ Comparecimento mensal à Justiça para atualização de endereço e atividades
✅ Proibição de deixar a Comarca de Marília sem autorização judicial
✅ Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica

O alvará de soltura determina que qualquer descumprimento pode levar à prisão preventiva imediata. O Centro de Controle e Operações Penitenciárias já foi acionado para providenciar o monitoramento eletrônico do réu.

Relembre o caso

O suspeito recebeu o apelido de “tarado da Esmeralda” devido à série de ataques cometidos na avenida das Esmeraldas, local frequentado por pessoas que praticam esportes e fazem caminhadas. Ele foi preso após denúncias de importunação sexual e estupro, com reconhecimento feito por diversas vítimas.

Antes da prisão, o técnico chegou a ser abordado pela PM em 2 de novembro, mas foi liberado por não haver um mandado de prisão contra ele naquele momento. A formalização das denúncias levou à instauração do inquérito e à posterior detenção.

A ordem do STJ para soltura foi publicada no Diário Oficial da Justiça de São Paulo na quinta-feira (6). O caso segue em segredo de Justiça, e o cumprimento da decisão deve ocorrer de forma eletrônica e imediata.

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