CONTAS REPROVADAS

Vereador reeleito de Oriente pode ter mandato cassado após desaprovação das contas de campanha e suspeita de fraude

Irregularidades nas contas de campanha e suspeita de fraude nas cotas de gênero colocam mandato de vereador em risco
Foto: Reprodução/Facebook - Câmara de Oriente
Foto: Reprodução/Facebook - Câmara de Oriente

O vereador reeleito Osvaldo Alonge (Solidariedade), de Oriente, está enfrentando sérias complicações judiciais que podem resultar na cassação de seu mandato e na declaração de inelegibilidade. A Justiça Eleitoral desaprovou as contas de sua campanha devido a irregularidades graves, como a falta de uma conta bancária específica para a movimentação dos recursos de campanha e a ausência de extratos que comprovassem as transações financeiras realizadas.

Em sua decisão, o juiz eleitoral Gilberto Ferreira da Rocha ressaltou a gravidade das falhas, destacando que a abertura de uma conta bancária para a campanha é uma exigência obrigatória para todos os candidatos, independentemente de haver ou não arrecadação de recursos. A falta de transparência, segundo o magistrado, impossibilitou a fiscalização adequada das movimentações.

A desaprovação das contas foi confirmada com base nos pareceres da Unidade Técnica da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral, que reforçaram a magnitude das inconsistências. Apesar dos esclarecimentos apresentados por Alonge, a decisão não foi revertida.

Além das irregularidades nas contas, Alonge também é alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por suspeita de fraude nas cotas de gênero do Solidariedade. A denúncia aponta que uma das candidatas do partido, Bazinha, recebeu apenas dois votos, o que levanta a suspeita de que sua candidatura tenha sido simulada, apenas para cumprir o percentual mínimo de 30% de mulheres exigido por lei.

Se a fraude for confirmada, todos os votos obtidos pelo Solidariedade poderão ser anulados, o que impactaria diretamente o quociente eleitoral e a composição da Câmara Municipal de Oriente. Caso isso ocorra, além de Osvaldo Alonge, a vereadora eleita Mônica de Oriente, que obteve 193 votos, também pode ter seu mandato cassado.

A decisão final sobre o caso dependerá da análise das instâncias judiciais que tratam das denúncias em curso.

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