Nesta segunda-feira (11), as merendeiras das escolas estaduais de Marília (SP) iniciaram uma paralisação devido ao atraso no pagamento dos salários referentes ao mês. O movimento, que começou às 7h, afetou diretamente a rotina de mais de 15 mil estudantes no município.
De acordo com a representante da categoria, o último repasse da prefeitura à empresa terceirizada responsável pela contratação das 95 merendeiras ocorreu em junho de 2024. Esses repasses, oriundos do estado, são transferidos para o município com o objetivo de assegurar o pagamento à empresa contratada.
Durante a manifestação, um grupo de representantes das merendeiras se reuniu em frente à Prefeitura de Marília para reivindicar uma solução para o atraso salarial e buscar um acordo que contemple os interesses da categoria.
Em resposta à paralisação, os diretores das escolas comunicaram os pais e responsáveis, por meio de mensagens enviadas no domingo (10), orientando sobre as alternativas de merenda para os alunos. Entre as opções oferecidas estavam: não enviar a criança à escola, providenciar lanche e refeição caseiros, ou aceitar a merenda seca, composta por bolachas e leite gelado.
A Prefeitura de Marília divulgou nota informando que, em reunião realizada na sexta-feira (8) com dois diretores sindicais e três representantes das merendeiras, foi esclarecido que os repasses municipais estão sendo realizados regularmente e que a responsabilidade pelo pagamento das funcionárias é da empresa terceirizada. A administração municipal também comunicou que a Corregedoria-Geral do Município adotaria todas as providências legais e judiciais necessárias para resolver o impasse gerado pela empresa.


