UNIÃO EUROPEIA

UE teme enxurrada de produtos chineses após tarifa dos EUA

Com restrições nos EUA, Temu e Shein devem intensificar vendas na Europa
Foto: Ben Montgomery/Getty Images
Foto: Ben Montgomery/Getty Images

Após os Estados Unidos imporem altas tarifas sobre produtos da China, plataformas como Temu e Shein devem reforçar sua atuação na Europa. A medida americana eliminou isenções fiscais que beneficiavam essas empresas.

Na União Europeia, ainda há isenção para compras de até 150 euros. Em 2024, foram 4,6 bilhões de pacotes de baixo valor, 91% vindos da China. O número triplicou em dois anos.

Varejistas europeus alertam que a concorrência é desleal. Eles enfrentam custos altos, enquanto os chineses pagam menos impostos e fretes mais baratos.

Há também preocupação com a segurança. Muitos produtos são reprovados em testes e não seguem normas da UE. Além disso, casos de fraude no valor declarado das mercadorias são cada vez mais comuns.

A França já anunciou fiscalização mais rígida e uma taxa por pacote. A UE estuda acabar com a isenção até 2027. Enquanto isso, cresce a pressão para que marketplaces sejam responsabilizados por produtos inseguros.

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